quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A continuidade do efêmero!


Fomos criados para ganhar o mundo, tivemos o começo da internet, redes sociais e canais incontáveis nas TVs a cabo, em algum momento do caminho acabamos nos perdendo, desvirtuamos o real motivo de tudo isso.

Os incentivos a estudar, trabalhar, viajar e acima de tudo adquirir conhecimento se tornou segundo plano.

As boas notas, arrumar o quarto, aprender a se virar, sentar na mesa para almoçar, não chorar por besteira se tornaram menos relevante diante dos falsos elogios dos vizinhos ou familiares que diziam o quanto éramos inteligentes e lindos, nossos pais achavam bacana inflaram os peitos e se sentiam orgulhosos de um filho "tão bom".

Tempos de alegria generalizada, intolerância a flor da pele e julgamentos duvidosos foram o que nos tornaram seres acomodados.

A crise se foi por 6 dias, mas a partir de daqui a pouco ela voltará com todo gás aos que deixaram de sentir o peso do que acham correto por uma alegria momentânea.

Ou apenas não sentiam dificuldade e a preguiça de pensar e buscar o real motivo das dificuldades, nos fizeram apenas apontar o dedo, muito mais fácil do que qualquer leitura.

Vivemos numa geração de dependência e não de parceria, somos egoístas e só nos unimos para aproveitar uma alegria efêmera como a do carnaval.

A "sorte" do brasileiro é que existem inúmeras alegrias rápidas ao longo do ano, carnaval, semana santa, páscoa, são joão, independência, finados, dia de nossa senhora, dia de consciência, dia de natal, ano novo e começa tudo novamente, não se tem tempo de pensar, é preciso trabalhar, escutar cegamente um jornal que não sabemos de onde ele tira sua fonte, para poder pagar nosso tão sonhada felicidade.

Não estou aqui com aquele discurso inflamado de politicamente correto, é nossa realidade, incontestável, no fim das contas a gente não passa de um inconsciente coletivo em busca de algo que a massa deseja.

A cada minuto que você reclama, tem alguém interessado em procurar crescer, brasileiro tem que deixar de se fazer de vítima, virar líder de sua própria história.

Todo carnaval tem seu fim, agora assiste aí de camarote o retorno das dificuldades de um povo que gosta do "não tá bom".

Feliz de mim e dos que estão comigo, percebemos o quanto melhora agradecer.

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