Maria Bethânia é a realeza do Brasil.
Vivo e prefiro, incondicionalmente o carnaval de Salvador, mas nada me impede de sempre dar uma olhada no belo e, para mim, cansativo carnaval do Rio de Janeiro.
Todos os anos a minha torcida a distância vai para a Portela, escola de minha avó Maria Laura, que minha mãe sempre me ensinou que ela adorava.
Esse ano minha avó Maria Laura, acho que entendeu, minha torcida ficou mais para a Mangueira. A bela homenagem, à maior artista do Brasil, veio em boa hora, quando em vida vimos sua consagração. Para mim, a par do resultado a Portela fez belíssima apresentação.
O mérito da questão de onde vem tanto dinheiro das escolas de samba não me pertence, prefiro parabenizar o ano de entrega e dedicação das pessoas da comunidade que trabalham arduamente para desfilar e disputar o título.
A menina de Oyá, orixá relacionada a valentia, foi guerreira na avenida, venceu e convenceu a maioria. Foi um belíssimo desfile, com artistas de tamanha grandeza para homenagear a voz mais encantadora do Brasil.
Tal qual Bethânia sempre respeitou, vimos o sincretismo religioso de modo pleno: Dona Canô, era católica e Maria Bethânia uma iniciada no candomblé no terreiro do Gantois. Maria nunca deixou de ouvir e obedecer sua mãe. Eu também sou assim, tenho posições formadas mas nunca deixo de escutar e respeitar a opinião de minha mãe.
Esse misticismo religioso foi muito bem cantado e declamado pela Mangueira em sua apresentação, bem como a vida musical da Maria Bethânia que sempre encantou, ainda deixou quem tinha algum preconceito, um pouco mais respeitoso em relação ao que pouco conhece, ou seja, o sincretismo.
Somos um país laico, sem religião definida, o misticismo existe a muitos anos, o mais importante é fazer o bem.
O bem foi feito na Sapucaí, o público a invadiu para reverenciar e aplaudir a homenageada, merecidamente.
Saravá.
Agradecer melhora.

É um conforto
ResponderExcluirescutar a sua voz as letras das suas músicas