A sequência da vida nos torna rotineiros, o que não significa ser algo ruim, chato é perceber quando aquela rotina lhe deixa uma saudade, procuro aprender a viver bem com as continuidades da vida, dando valor aos que me rodeiam e ao que faço na vida.
Muitos reclamam da rotina, eu era um desses, mas aprendi a aproveitá-la, a rotina é massante mas por vezes descuidada, foram nesses descuidos que aprendi a tirar proveito dela e analisar melhor a mim e a quem convive comigo, passando a julgá-los menos.
Em relação a esses aprendizados e tantos dizeres das pessoas que se dizem, "calmas", "educadas", "explosivas", "chatas", "pacientes", "nervosas", tantas outras qualidades e defeitos, sempre me recordo da música de Vinícius de Moraes e Baden Powell chamada "Canto de Ossanha".
Uma parte dela, que irei colocar aqui, demonstra que nós não nos conhecemos e muitas vezes tentamos ser algo que não somos.
"O homem que diz "dou" não dá
Porque quem dá mesmo não diz
O homem que diz "vou" não vai
Porque quando foi já não quis
O homem que diz "sou" não é
Porque quem é mesmo "não sou"
O homem que diz "estou" não está
Porque ninguém está quando quer"
"O homem que diz "dou" não dá
Porque quem dá mesmo não diz
O homem que diz "vou" não vai
Porque quando foi já não quis
O homem que diz "sou" não é
Porque quem é mesmo "não sou"
O homem que diz "estou" não está
Porque ninguém está quando quer"
Vinícius escreveu muito, influenciou bastante, mas o que me deixa sempre atento a suas escritas é o que ele falou sobre amor e a vida.
Por fim é só analisar aquela rotina como felicidade e agradecer para melhorar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário