
Nasci numa boa família, em condições amorosas e financeiras.
Julguei demais tudo o que me rodeia sem saber nem uma mínima
porcentagem da realidade, pq simplesmente me conformava em ver tv e/ou internet
dos mesmos sites diariamente.
Na adolescência vesti camisa de Cazuza, Che Guevara, John Lennon, carreguei bandeira de partido, depois fiquei um longo período
trabalhando, ganhando um dinheiro razoável, sendo que minhas únicas preocupações
eram, o que fazer sexta, sábado e domingo, pagar o cartão de crédito de minhas
saídas e meus créditos do celular, não tinha preocupação com mais nada, não lia
um livro, vivia por viver e querendo agradar os outros.
Me “alimentava” diariamente de informações, era apenas um
canal, toda vez que ligava a televisão ele estava lá me “informando” o que lhe
era conveniente, passei a ter uma opinião quase que cega sobre determinados
assuntos, cheguei a dizer que o assistencialismo era pra vagabundo que não
queria trabalhar, que se gostava de social não poderia ter coisa boa, um
discurso totalmente fora da minha realidade.
Primeiro que eu não vivia em uma realidade financeira que eu
pregava, segundo que eu dizia que quem era dito socialista/comunista não
poderia ter tipo um Iphone hoje em dia, mas eu na minha cara de pau, recebia
todas as regalias do assistencialismo criado a classe menos favorecida, 13º
salário, férias remuneradas, hora extra e afins, então na minha lógica se um
comunista não pode ter um Iphone eu como capitalista teria que renunciar aos
direitos trabalhistas.
Nunca li um livro sobre Socialismo, Capitalismo, Comunismo, via
vídeos de pessoas falando sobre os assuntos, mas que nem sabia quem eram e o
que já tinham feito em suas vidas, acreditava sem ir pesquisar.
Foi então que caiu a minha ficha, de que eu era (e ainda de
certa forma sou) um manipulado pelo sistema, um escravo de pessoas
inescrupulosas que não tem coragem de dizer absurdos e usam quase sempre jovens
que tem preguiça de pesquisar ou pessoas com idade mais avançadas que não
conseguiram a tão sonhada “estabilidade financeira” por diversos motivos e
começam a culpar a todos, julgar a todos, menos a si mesmo.
E quais são as mentiras nos ditas todos os dias? Jornais,
novelas e programas de tv que exploram as pessoas, tratam mal, vingança,
chantagem, preguiça, ira, roubo, assassinato, “ser o mais esperto”,
mesquinharia, ironia, festas sem fim com bebedeiras, julgamentos indevidos,
cobiça, ganancia e muitas mazelas que vistas diariamente fazem as pessoas e como
eu já muitas vezes dizer “só retrata a nossa realidade”.
Não, não mesmo, minha realidade sou eu que faço e não
dependo de ninguém para isso, não quero essa realidade pra mim, e não a vivo,
posso escolher na maioria das vezes ser educado, ter alegria, sentimentos bons
para dar e receber.
"Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade"
- Paul Joseph Goebbels - Ministro da Propaganda de Adolf Hitler na Alemanha
Nazista.
Uma questão bem simples, a TV diz “bandido bom é bandido
morto”, Deus em um de seus mandamentos disse “Não matarás” e qual o discurso mais propagado pelas pessoas?
Prefiro ficar com o “não matarás”.
Aprendi a não confiar nos sentidos quando se trata de buscar
um conhecimento, que certos mitos nos revelam como somos prisioneiro de ideologias
fracas.
Temos sim de sermos críticos e ousados perante a realidade uma
filosofia é a qualidade de nossa reflexão, nos ajuda a organizar as ideias,
ler, abrir a mente.
Em relação a ética é o valor, a moderação e agir com
prudência que significa ter uma ação ponderada, buscando o meio termo.
“A excelência se encontra num certo ponto intermediário
entre o excesso e a falta.” - Aristóteles
Um homem virtuoso é aquele que consegue, que possui justa
medida daquilo que deve realizar.
Procuro o mundo da forma e não o mundo material recuso o
corpo, prefiro valorizar a alma, valorizar a essência.
“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar
a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os
poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da
honra e a ter vergonha de ser honesto.” - Rui Barbosa
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