sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Questão de vontade!


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Nasci numa boa família, em condições amorosas e financeiras.

Julguei demais tudo o que me rodeia sem saber nem uma mínima porcentagem da realidade, pq simplesmente me conformava em ver tv e/ou internet dos mesmos sites diariamente.
   
Na adolescência vesti camisa de Cazuza, Che Guevara, John Lennon, carreguei bandeira de partido, depois fiquei um longo período trabalhando, ganhando um dinheiro razoável, sendo que minhas únicas preocupações eram, o que fazer sexta, sábado e domingo, pagar o cartão de crédito de minhas saídas e meus créditos do celular, não tinha preocupação com mais nada, não lia um livro, vivia por viver e querendo agradar os outros.

Me “alimentava” diariamente de informações, era apenas um canal, toda vez que ligava a televisão ele estava lá me “informando” o que lhe era conveniente, passei a ter uma opinião quase que cega sobre determinados assuntos, cheguei a dizer que o assistencialismo era pra vagabundo que não queria trabalhar, que se gostava de social não poderia ter coisa boa, um discurso totalmente fora da minha realidade.

Primeiro que eu não vivia em uma realidade financeira que eu pregava, segundo que eu dizia que quem era dito socialista/comunista não poderia ter tipo um Iphone hoje em dia, mas eu na minha cara de pau, recebia todas as regalias do assistencialismo criado a classe menos favorecida, 13º salário, férias remuneradas, hora extra e afins, então na minha lógica se um comunista não pode ter um Iphone eu como capitalista teria que renunciar aos direitos trabalhistas.

Nunca li um livro sobre Socialismo, Capitalismo, Comunismo, via vídeos de pessoas falando sobre os assuntos, mas que nem sabia quem eram e o que já tinham feito em suas vidas, acreditava sem ir pesquisar.

Foi então que caiu a minha ficha, de que eu era (e ainda de certa forma sou) um manipulado pelo sistema, um escravo de pessoas inescrupulosas que não tem coragem de dizer absurdos e usam quase sempre jovens que tem preguiça de pesquisar ou pessoas com idade mais avançadas que não conseguiram a tão sonhada “estabilidade financeira” por diversos motivos e começam a culpar a todos, julgar a todos, menos a si mesmo.

E quais são as mentiras nos ditas todos os dias? Jornais, novelas e programas de tv que exploram as pessoas, tratam mal, vingança, chantagem, preguiça, ira, roubo, assassinato, “ser o mais esperto”, mesquinharia, ironia, festas sem fim com bebedeiras, julgamentos indevidos, cobiça, ganancia e muitas mazelas que vistas diariamente fazem as pessoas e como eu já muitas vezes dizer “só retrata a nossa realidade”.

Não, não mesmo, minha realidade sou eu que faço e não dependo de ninguém para isso, não quero essa realidade pra mim, e não a vivo, posso escolher na maioria das vezes ser educado, ter alegria, sentimentos bons para dar e receber.

"Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade" - Paul Joseph Goebbels - Ministro da Propaganda de Adolf Hitler na Alemanha Nazista.

Uma questão bem simples, a TV diz “bandido bom é bandido morto”, Deus em um de seus mandamentos disse “Não matarás” e qual o discurso mais propagado pelas pessoas?

Prefiro ficar com o “não matarás”.

Aprendi a não confiar nos sentidos quando se trata de buscar um conhecimento, que certos mitos nos revelam como somos prisioneiro de ideologias fracas.

Temos sim de sermos críticos e ousados perante a realidade uma filosofia é a qualidade de nossa reflexão, nos ajuda a organizar as ideias, ler, abrir a mente.

Em relação a ética é o valor, a moderação e agir com prudência que significa ter uma ação ponderada, buscando o meio termo.

“A excelência se encontra num certo ponto intermediário entre o excesso e a falta.” - Aristóteles

Um homem virtuoso é aquele que consegue, que possui justa medida daquilo que deve realizar.

Procuro o mundo da forma e não o mundo material recuso o corpo, prefiro valorizar a alma, valorizar a essência.

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.” - Rui Barbosa